top of page

O Uso de Canetas Emagrecedoras Exige Acompanhamento Psicológico? A Importância do Cuidado Integrativo no Emagrecimento Saudável

Psicóloga em Santos
12 de set.
3 min de leitura

O uso de medicamentos injetáveis conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras" (agonistas do receptor de GLP-1 e GIP, como semaglutida e tirzepatida) revolucionou o tratamento médico da obesidade e do sobrepeso. No entanto, embora o fármaco atue com alta eficácia nos mecanismos fisiológicos de saciedade e no retardamento do esvaziamento gástrico, ele não substitui a reestruturação comportamental e psíquica da relação com a comida. Portanto, o acompanhamento psicológico é fundamental para que o processo de emagrecimento seja sustentável, seguro e saudável (STUNKARD; WADDEN, 1990).


O Mecanismo Biológico versus a Dimensão Psíquica


A ingestão alimentar humana não é regida exclusivamente pela fome biológica (homeostática), mas também por fatores emocionais e hedônicos. Muitas mulheres utilizam a alimentação como uma estratégia de regulação emocional para lidar com ansiedade, estresse, frustração ou solidão — fenômeno conhecido na literatura como comer emocional (POLIVY; HERMAN, 1985).

Quando a medicação reduz quimicamente o apetite, o sintoma físico da fome diminui, mas os gatilhos emocionais subjacentes permanecem. Sem o suporte da psicoterapia, a redução drástica e repentina da alimentação pode gerar reações psíquicas complexas:

  • Deslocamento da ansiedade: Na ausência da comida como válvula de escape, a paciente pode desenvolver outros comportamentos compulsivos ou aumento nos níveis de estresse.

  • Sensação de vazio ou perda de prazer: A comida frequentemente ocupa um lugar central na vida social e afetiva; a perda brusca desse estímulo exige elaboração psíquica.

  • Falta de aprendizado comportamental: Se a perda de peso ocorrer apenas pela via farmacológica, a paciente não desenvolve estratégias cognitivas para lidar com a comida quando o medicamento for descontinuado.


Por que a Psicoterapia é Indispensável no Tratamento?

O acompanhamento psicológico atua na causa comportamental do ganho de peso, garantindo que as mudanças no estilo de vida se consolidem a longo prazo. As principais contribuições da clínica psicológica incluem:

  1. Ressignificação da imagem corporal: A rápida transformação física nem sempre é acompanhada no mesmo ritmo pela mente, podendo levar a quadros de dismorfia corporal ou dificuldades de adaptação à nova identidade.

  2. Prevenção do efeito sanfona (regain de peso): Estudos demonstram alta taxa de recuperação do peso após a suspensão dos agonistas de GLP-1 caso não tenha ocorrido modificação nos hábitos de vida e na mentalidade da paciente (WILDING et al., 2022).

  3. Desenvolvimento de autonomia emocional: Identificar os gatilhos que levavam à compulsão ou aos beliscos constantes, construindo ferramentas saudáveis de autocuidado e manejo do estresse.

  4. Tratamento de transtornos associados: Mapear e tratar quadros concomitantes de ansiedade, depressão ou transtornos alimentares que possam estar na gênese do excesso de peso.


O Papel da Psicologia Clínica no Emagrecimento Consciente


O emagrecimento saudável demanda a integração entre a medicina, a nutrição e a psicologia. Tratar o corpo sem acolher a mente gera resultados temporários e, muitas vezes, dolorosos do ponto de vista emocional.

O trabalho desenvolvido por uma psicóloga clínica em santos possibilita às pacientes do litoral paulista um espaço seguro de escuta, autoconhecimento e reestruturação de hábitos interpessoais e alimentares. Da mesma forma, o atendimento com uma psicóloga online garante continuidade, sigilo e praticidade para quem busca suporte terapêutico sem fronteiras geográficas.

Priorizar a saúde mental durante o tratamento farmacológico com uma psicóloga em santos ou via atendimento remoto é a garantia de que a busca pela saúde estética caminhará lado a lado com o bem-estar emocional e a manutenção da qualidade de vida a longo prazo.


Referências

POLIVY, Janet; HERMAN, C. Peter. Dieting and binging: A causal analysis. American Psychologist, Washington, DC, v. 40, n. 2, p. 193-201, 1985.

STUNKARD, Albert J.; WADDEN, Thomas A. Restrained eating and human obesity: a caution. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, Philadelphia, v. 14, n. 1, p. 1-2, 1990.

WILDING, John P. H. et al. Weight regain and cardiometabolic effects after withdrawal of semaglutide: The STEP 1 trial extension. Diabetes, Obesity and Metabolism, Oxford, v. 24, n. 8, p. 1553-1564, 2022.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
bottom of page